Tratamento Químico – Desinfecção, Oxidação e Parâmetros

A desinfecção destina-se à eliminação de germes, basicamente dos patogênicos, ou seja, daqueles que podem causar doenças infecciosas aos seus hospedeiros.


A oxidação destina-se à eliminação das impurezas trazidas às piscinas, muitas vezes, pelo homem, mas não só por ele.


São impurezas nas formas sólidas, líquidas e gases e incluem, principalmente, as cloraminas e produtos químicos provenientes da reação do cloro com matérias orgânicas e inorgânicas, presentes na água.


Dessa forma, causam desconfortos, como irritação dos olhos e das mucosas, ressecamento da pele e dos cabelos, etc.


É necessário ressaltar que a operação de oxidação é tão ou mais importante quanto à de desinfecção.


Os parâmetros químicos são auxiliares para manter a água desinfetada, cristalina e balanceada quimicamente.

Para iniciar, o foco será a desinfecção com o uso dos vários desinfetantes.

Tratamento Químico – Desinfecção, Oxidação e Parâmetros

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Desinfecção


Cloro

É um elemento químico, símbolo Cl, número atômico 17 e massa atômica 35,5.


Para os químicos dois átomos de cloro associam-se dando origem ao gás cloro, de fórmula Cl2.


Em piscinas, o nome cloro está associado ao ácido hipocloroso e é o desinfetante mais utilizado.


Tipos de cloro

Existem três tipos de cloro: o total, o livre e o combinado.

  • O cloro total é a soma do livre e do combinado. O cloro combinado é também denominado de cloramina.

  • O cloro livre é bom, pois é responsável pela destruição dos microrganismos.

  • O cloro combinado é ruim, pois, além de seu fraco poder de desinfecção, irrita pele e mucosas. Tem cheiro repugnante, muitas vezes denominado de cheiro de cloro.

  • O cloro livre é composto do ácido hipocloroso e de íons hipoclorito.

  • O ácido hipocloroso é muito mais eficiente na desinfecção do que o íon hipoclorito.

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Concentrações e características

O Código Sanitário do Estado de São Paulo, Decreto-Lei nº 13.166, de 23 de janeiro de 1979, especifica que a concentração de cloro deva ficar no intervalo de 0,5 ppm e 0,8 ppm.


A ABNT, NBR 10.818, especifica que a concentração de cloro fique no intervalo de 0,8 ppm e 3,0 mg/l 3,0 ppm.

Existe divergência entre intervalos permitidos de cloro pelo Decreto-Lei 13.166 e a ABNT (NBR 10.818).


O clube e demais estabelecimentos que utilizam piscinas públicas, devem saber a diferença e adotar aquela mais coerente.


Quanto mais baixo o pH, maior é a concentração do ácido hipocloroso e, portanto, melhor a eficiência do cloro.

No Brasil, a concentração de cloro livre é de 0,8 a 3,0 ppm (ABNT). Nos Estados Unidos, é de 2 a 4 ppm.


A grande vantagem do cloro, entre muitas outras, é seu efeito residual na água, o que faz seu uso obrigatório em desinfetantes alternativos, que não possuem essa vantagem.


A utilização de desinfetantes alternativos, contudo, possibilita o uso de concentrações menores de cloro.


Seu consumo pode ser muito rápido, dependendo do sol, da carga de banhistas e de outros fatores.


Suas medições devem ser feitas em intervalos pequenos.


As leis e normas para piscinas públicas e de uso restrito (como o caso dos clubes) obrigam ou recomendam medir o cloro a cada duas horas.


A pureza de um produto clorado é a porcentagem desse produto em sua embalagem.


Cloro ativo é a quantidade de cloro (ácido hipocloroso) que é colocado na piscina e reage com a água (hidrólise).

O valor de cloro ativo tem interesse econômico e deve ser estampado na embalagem do produto.


O gás cloro, por convenção, tem cloro ativo de 100%, o hipoclorito de sódio tem cloro ativo de 12% e hipoclorito de cálcio de 65 a 70%.


Para a obtenção do cloro ativo, parte-se da sua pureza e de cálculos comparativos com o gás cloro.


O cloro ativo de um produto clorado é o que de fato interessa na química do cloro.


Nos Estados Unidos, cloro ativo é denominado de available chlorine ou cloro disponível.


Cloro residual é o cloro medido na água em ppm. É o mencionado na legislação relacionada ao assunto.


A demanda de cloro em uma piscina é a diferença entre o cloro introduzido na água e o cloro residual.

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Casos especiais

Devido ao menor consumo de cloro à noite, é aconselhável o uso maior de cloro nesse período pela ausência de radiação ultravioleta.


Antes e depois de chuva ou de uma carga maior de banhistas, deve-se adicionar desinfetante (cloro) acima do usual, de acordo com o necessário.


Se a água da piscina estiver turva, na cor verde opaca, semelhante a um caldo de cana, certamente ela está contaminada com alga verde.


A supercloração é a melhor alternativa e, como um auxiliar precioso, deve-se usar um algicida de choque após a cloração.


Para a remoção das algas mortas, recomenda-se usar um clarificante.

Nilson Maierá

Nilson Maierá

Engenheiro químico, consultor especialista, há mais de três décadas, em projetos, qualidade, manutenção e segurança de piscinas.


Autor do livro “Piscinas Litro a Litro”.


Palestrante sobre diversos assuntos relacionados a piscinas de grande porte, utilizadas por público variado.


Contato

Para palestras ou consultorias com Nilson Maierá envie e-mail para nmaiera@terra.com.br ou contate pelos telefones (011) 98965-6197 / (011) 5081-2768

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