O monopersulfato de potássio elimina cloraminas?

Em artigo anterior falei sobre Coceira e irritação na piscina.


Hoje, continuo por aqui, respondendo algumas questões comuns que surgem durante as minhas consultorias em academias, clubes, hotéis, parques e outros espaços aquáticos.


O monopersulfato de potássio elimina cloraminas?


Questão


Maierá! Encontrei um site que fala que o monopersulfato de potássio não elimina o excesso de cloraminas.


Que elimina apenas matéria orgânica.


E que, só a supercloração resolve esse tipo de problema.


Por isso fiquei em dúvida e preocupado, sei que há muitas informações falsas na internet.


Recorro à sua ajuda pois, como sabe, estou com esse tipo de problema na academia.



Resposta


As informações que tenho não batem com as do site em questão.


O monopersulfato de potássio não é um desinfetante, mas elimina produtos orgânicos e inorgânicos (pelo menos grande parte deles).


Inclusive, cabe lembrar que o monopersulfato de potássio reage antes com os produtos amoniacais evitando, desde o início, a formação de cloraminas inorgânicas.


Diferentemente dos produtos clorados, que reagem com os produtos amoniacais, dando origem as cloraminas.


O maior inconveniente é seu preço bem mais caro que o cloro e a quantidade de uso, que precisa ser 3 vezes maior que a do cloro.


No entanto, após usar o monopersulfato, em meia hora é possível utilizar a água da piscina novamente.


Já a supercloração, outra possibilidade para reduzir cloraminas, exige bem mais de 24 horas para que alguém volte a utilizar a piscina.


Por isso, caso queira realizar o processo de supercloração, recomendo que faça uma vez por semana. De preferência quando a academia encerra as atividades.


Exemplo: o expediente termina no sábado às 16h e a academia só voltará a abrir na 2a feira cedo. Então, assim que fechar no sábado você faz a supercloração, com cloro líquido (na minha opinião o melhor).

É recomendado deixar janelas abertas para os produtos volatizados saírem do ambiente da piscina para o meio exterior.


Se você usa a capa térmica, no caso da supercloração retire a mesma da piscina, para que sua vida não seja afetada e para que os produtos químicos formados na piscina possam ir para o meio ambiente.


O correto é ter a concentração de cloro na abertura da academia de até 3 ppm. Mas se for 5 ppm dá para abrir para os alunos.


Algumas normas americanas recomendam um máximo de 10 ppm.


O certo é ter um produto redutor de cloro para que, caso seu nível ainda estiver alto, seja possível eliminar esse excesso.


São redutores de cloro: o peróxido de hidrogênio (água oxigenada),o tiossulfato de sódio, o sulfito de sódio, entre outros.


Nota1: Cloramina e cloro combinado são sinônimos.

Nota2: Por questões éticas resolvi não colocar o nome do site citado.

Nilson Maierá

Engenheiro químico, consultor especialista, há mais de três décadas, em projetos, qualidade, manutenção e segurança de piscinas.

Autor do livro “Piscinas Litro a Litro”.

Palestrante sobre diversos assuntos relacionados a piscinas de grande porte, utilizadas por público variado.

Contato

Para palestras ou consultorias com Nilson Maierá envie e-mail para nmaiera@terra.com.br ou contate pelos telefones (011) 98965-6197 / (011) 5081-2768






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