Metais


Manchas e água colorida são uma interferência na aparência e estética da piscina, além de serem um incômodo. Piscinas devem ter cor azul-branca, quase sempre brilhando na aparência. Metais introduzidos na piscina, quando oxidados, podem colorir a água principalmente diante de condições favoráveis como altas concentrações de metais, pH e alcalinidade totais altos e temperatura da água. Esses são fatores determinantes na precipitação de produtos químicos, fazendo surgir manchas nas paredes e no piso das piscinas. Por isso, água colorida e manchas são tratadas em conjunto. Os metais mais presentes na água da piscina são, pela ordem, ferro, cobre e manganês. Outros metais não têm participação efetiva ou, quando têm, são em concentrações desprezíveis. O cálcio, mesmo não sendo propriamente dito um metal, merecerá aqui uma consideração. Os sais desses metais apresentam-se em diversas cores, dando coloração à água e depositando manchas coloridas nas paredes e no piso. As cores mais comuns são preto, marrom, vermelho, verde, azul, âmbar e uma série de cores provenientes da mistura dessas cores. As fontes de metais podem ser: • Água de enchimento ou preenchimento da piscina. • Mau tratamento químico, responsável pela corrosão dos componentes metálicos do sistema da piscina. • Alguns produtos químicos utilizados nas piscinas e, em especial, os algicidas à base de cobre. • Produtos químicos usados na grama ou no paisagismo que alcançaram inadvertidamente a piscina. Água de poços artesianos ou caipiras podem conter metais como ferro e manganês além de sais de cálcio. Ferro na valência dois, denominado de óxido ou sal ferroso, é solúvel na água em até 50 ppm e, na valência três, denominado de óxido ou sal férrico, estes insolúveis na água mesmo em baixas concentrações. Os óxidos e sais ferrosos são encontrados nas águas de poços e têm coloração verde-clara. Os sais ferrosos, ao chegarem à piscina, são lentamente transformados em sais férricos de cor âmbar ou amarelo-ferrugem ou são rapidamente transformados em óxidos ou sais férricos pela adição de oxidantes como, por exemplo, o cloro. Compostos de ferro também são produzidos por oxidação e, assim, corroem a tubulação de ferro, encontrada em piscinas antigas, em rotores de bombas, em bombas com corpo de ferro fundido e em equipamentos de aço inoxidável, como escadas, peças de iluminação subaquática, bocais de retorno e de aspiração, etc. Quando os produtos ferrosos estão na piscina e ainda não foram oxidados, essa coloração pode ser confundida com um estágio inicial de algas verdes. Os óxidos ou sais de manganês encontrados nos poços têm valência dois e, ao serem oxidados pelo ar ou por produtos oxidantes, passam à valência quatro como o óxido de manganês que colore a água ou precipita na cor preta. O manganês pode ser oxidado à valência sete dando origem a permanganato na cor púrpura.

Sais de cobre não são encontrados nas águas de poços. Os sais de cobre são introduzidos na água das piscinas por três maneiras principais: • Tratamento da água com algicidas à base de cobre. • Tratamento da água com ionizadores à base de cobre. • Corrosão de tubulações e de equipamentos de cobre. Neste material, não trataremos das manchas no piso das piscinas devido à queda de folhas de árvores, que contém tanino como, por exemplo, folhas de carvalho, das manchas oriundas do uso indevido de palhas de aço comum nem do tratamento de compostos sulfídricos que se encontram nas águas de poços. Algumas vezes, uma mancha pode ser causada pelo depósito de metal ou por algas. Nesse caso, deve ser feito o teste da meia. Em uma meia são colocados aproximadamente 200 gramas de bissulfato de sódio, também denominado de ácido seco. A meia é colocada em contato com a mancha em questão, ou seja, da qual queremos tirar a dúvida e saber se ela é de alga ou de metal. Se após 15 minutos a mancha sair, ela era de metal, caso contrário trata-se de alga. Esse teste só pode ser feito em piscinas de acabamento vítreo. O cálcio, e seus sais, não é um metal com as mesmas características do ferro, manganês e cobre e sim um metal alcalino terroso. É introduzido na piscina pelo uso de águas de poço artesiano (quando contêm cálcio) e também pelo uso do hipoclorito de cálcio como desinfetante. O cálcio apresenta-se nos mais variados sais, sendo o mais comum e mais importante o carbonato de cálcio. Em condições desfavoráveis, como alta concentração de cálcio, alto pH, alta alcalinidade total e alta temperatura da água, há precipitação do cálcio e formam-se depósitos nas paredes e no piso das piscinas. Além de ficarem ásperos, adquirem coloração branca prateada e ligeiramente cinza ou branca pela formação de hidróxido de cálcio. Nesses depósitos, podem-se depositar os mais variados microrganismos, assim como metais, etc. As atitudes para evitar ou pelo menos atenuar os problemas causados por metais e cálcio são: • Evitar primeiramente a entrada de metais na piscina em todas as atividades. • Testar, sempre que possível, a água a ser usada na piscina, mesmo que a procedência seja de concessionária. Atualmente os provedores de água de poço artesiano, sabendo que a água pode ser usada em piscinas, já a fornecem isenta de ferro. No caso de uso de poço artesiano próprio com alto teor de ferro, essa água pode ser usada desde que a concentração de ferro seja reduzida por meio de filtros apropriados ou por outros métodos.

Uma maneira de tratar metais como ferro, manganês e cobre e sais de cálcio é pelo uso de produtos denominados sequestrantes ou quelantes. São sequestrantes HEDP (ácido difosfonico hidroxí-etileno), PBTC (ácido fosfonicobutano tricarboxílico), ácido oxálico e, menos frequentemente, EDTA (etilenodiaminaácido tetraacético). Alguns especialistas não gostam de produtos sequestrantes que contenham fósforo, pois afirmam que esse elemento químico é um produto essencial para o desenvolvimento de algas. Esses produtos sequestrantes são denominados comercialmente de eliminadores de metais, controladores de metais, reguladores de metais, etc. Eles agem primeiramente reagindo com os metais e formando um novo produto incolor e depois vagarosamente vão aumentando de tamanho e então são retidos nos filtros ou depositados no piso da piscina, onde posteriormente serão aspirados. • Evitar a corrosão de equipamentos mantendo um pH não inferior a 7,2, não colocar produtos químicos nas coadeiras, como forma de introduzi-los na piscina, sendo os mais nefastos o tricloro e produtos ácidos. • Manter uma concentração de cobre inferior a 0,5 ppm, no interior da piscina quando algicidas à base de cobre e ionizadores forem usados. • No caso de dureza cálcica superior a 400 ppm, compensar essa alta concentração com baixo pH e baixa alcalinidade sempre dentro dos intervalos permitidos. O uso de hipoclorito de cálcio deve ser trocado por outro tipo de cloro.

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