Piscinas cobertas condições ideais

Inicio hoje uma série de cinco artigos sobre Piscinas cobertas condições ideais. Acompanhe!


Piscinas Cobertas Condições Ideais

São condições ideais e, portanto, determinantes para o conforto dos usuários de uma piscina coberta:

  • Temperatura da água da piscina que, de acordo com sua finalidade, pode variar no amplo intervalo de 25 a 32°C .

  • Temperatura do ar ambiente de 1 a 2°C maior do que a temperatura da água.

  • Umidade relativa do ar ambiente entre 40 e 60%.

Piscinas Cobertas Condições Ideais

1 - Temperaturas sugeridas pelo Model Aquatic Health Code:

  • Atletas de competição- 25,7 ºC – 27,5 ºC

  • Treino de resistência- 28,0 ºC – 30,0 ºC

  • Terapia e reabilitação-33 ºC – 35 ºC

  • Multipla esclerose- 26,5 ºC- 29,0 ºC

  • Gravidez- 25,5 ºC - 29,0 ºC

  • Artrites- 29 ºC - 31,0 ºC

  • Fibromialgia- 30,0 ºC - 35,5 ºC

  • Atividade aeróbica- 29,0 ºC - 31,0 ºC

  • Idosos moderada para alta atividade- 28,0 ºC - 30,0 ºC

  • Idosos com baixa atividade- 30,0 ºC - 31,0 ºC

  • Crianças (atividade física)- 28,0 ºC- 30,0 ºC

  • Crianças (aprendizado)- 27,5 ºC dependendo da idade

  • Obesos- 26,5 ºC - 30,0 ºC


2- Temperaturas inglesas PWTAG (Pool Water Treatment Advisory Group)

  • Competitiva, salto, treinamento e fitness- 26 ºC- 28 ºC

  • Ensinamento de adulto- 27 ºC- 29 ºC

  • Ensinamento de crianças- 29 ºC-31 ºC

  • Bebês, crianças jovens, desabilitados- 30 ºC – 32 ºC

  • Natação recreacional (Leisure Waters)- 29 ºC- 30 ºC

  • Em piscinas cobertas o ar deve ter temperatura de 1 ºC superior à água mas inferior a 30 ºC.


3- Temperatura do ar ambiente


Para o conforto do banhista, a temperatura ideal do ar ambiente deve estar 1 a 2°C superior a temperatura da água da piscina.


Uma temperatura do ar maior do que a da água diminui a evaporação, diminuindo o esforço a ser feito para desumidificar o recinto da piscina e, portanto, reduz custos.


Temperatura elevada provoca sudorese excessiva e problemas intestinais nos usuários, e em conjunto com alta umidade favorece o surgimento de micro-organismos, aumentando o risco de infecções.


Temperatura do ar ambiente baixa significa sensação desagradável de frio, que pode desencadear problemas reumáticos, respiratórios e renais no caso de uma exposição prolongada.


4- Umidade absoluta e relativa


Podemos mencionar dois tipos de umidade: a absoluta e a relativa.


A primeira, leva em conta a umidade num determinado volume de ar.


Já a segunda, a relativa, leva em conta a umidade do ar em função da temperatura, uma vez que ela tem grande influência na máxima quantidade de água que o ar pode conter.


4A- Umidade absoluta


Embora todos os estudos sejam baseados na umidade relativa, a umidade absoluta pode ser importante.


A fórmula V=k(t/p) explica como o volume de ar (V) é função da temperatura (t) e da pressão (p), esta última com pouca influência.


Neste volume a quantidade de ar não se modifica, sobrando mais espaço para a umidade.


Num metro cúbico de ar a -15 °C , a máxima quantidade de umidade contida no ar é de 1,56 g de vapor de água e a 40 °C de 50,90 g de vapor de água.



4B- Umidade relativa


A diferença de pressão de vapor entre a água da piscina e do ar causa uma evaporação contínua, produzindo alta umidade relativa no interior do recinto da piscina.


Devido à continua evaporação no ambiente da piscina coberta a umidade relativa vai aumentando.


Umidades relativas altas ou baixas são responsáveis por desconforto dos usuários.


Em piscinas cobertas aquecidas, e com o microclima não controlado, a umidade relativa do ambiente pode ultrapassar facilmente 80%, podendo inclusive chegar a 100%, com todos os seus inconvenientes.


A alta umidade afeta a qualidade do ar porque é um ambiente propício ao crescimento de micro-organismos, como vírus, fungos, bactérias, protozoários etc.


Altas umidades são responsáveis por sensações desagradáveis por interferir no mecanismo da termorregulação do corpo, responsável pela evaporação da água do manto da pele.

Umidade absoluta e relativa - Vantagens e Desvantagens


Altas umidades relativas (acima de 60%) têm como vantagens uma menor taxa de evaporação e, consequente, menor perda de calor.


Como desvantagens, têm-se maior deterioração e corrosão nas instalações, que, em conjunto com vapores de cloro, formam ácido clorídrico. Há maior desenvolvimento de micro-organismos e ocasiona problemas de sudorese nos banhistas.


Baixas umidades relativas (abaixo de 40%) tem como vantagens o baixo efeito de corrosão na estrutura do prédio e menor desenvolvimento de micro-organismos.


Como desvantagens, maior evaporação e maior sensação de frio por parte dos usuários, caracterizada por pele seca, lábios cortados, dor de garganta, sangria nasal, etc.


No verão, a introdução de ar novo no recinto da piscina pode ter umidade igual ou maior, constituindo-se um problema.


O intervalo de umidade relativa entre 50 a 60% é o que se apresenta como a melhor solução para os problemas citados. Mas admite-se o mínimo de 40% e o máximo de 60%.


Para climas frios os valores admitidos para a umidade relativa são menores, na ordem de 30 a 50%.


Como a tendência é sempre aumentar a umidade relativa, deve-se corrigir este aumento por meio de métodos simples, com baixo investimento, ou métodos mais elaborados, com recuperação do calor latente e sensível do ar úmido, porém com maior grau de investimento.


A taxa de evaporação é função do grau de atividade da piscina.


Quando a água está parada, sem usuários, pode-se calcular com boa precisão a taxa de evaporação.


No caso de pessoas estarem nadando ou brincando na piscina, a área da água aumenta e também aumenta a taxa de evaporação, sem falar no aumento espirrado para o deck.


A presença de usuários na piscina aumenta a umidade no recinto, que é desprezível para piscinas residenciais, mas podem ser significantes para piscinas públicas com muitos usuários e, eventualmente, espectadores.


São atitudes que reduzem a evaporação: o uso de capa térmica quando a piscina não estiver em uso, baixas temperaturas da água, umidade relativa do ar (as maiores possíveis), temperatura do ar de 1 a 2 °C acima da água, menor movimentação de pessoas ao espirrar água, o não uso de cascatas ou similares etc.


A velocidade do ar na superfície da água deve ser inferior a 0,06 m/s, (10 pés /min), pois, além de diminuir a evaporação, aumenta o conforto dos banhistas. A velocidade do ar não pode ultrapassar 0,13 m/s a uma altura de 2,4 m acima do deck.

Nilson Maierá

Nilson Maierá

Engenheiro químico, consultor especialista, há mais de três décadas, em projetos, qualidade, manutenção e segurança de piscinas.


Autor do livro “Piscinas Litro a Litro”.


Palestrante sobre diversos assuntos relacionados a piscinas de grande porte, utilizadas por público variado.


Contato

Para palestras ou consultorias com Nilson Maierá envie e-mail para nmaiera@terra.com.br ou contate pelos telefones (011) 98965-6197 / (011) 5081-2768


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